Global Meetings Management pelo Mundo

Global Meetings Management pelo Mundo

“O que faltam no mundo do turismo de negócios é planejamento e entendimento sobre quem é o turista e o que ele deseja” Júlio Urban – Diretor do Global Meetings Management explica o cenário do setor em âmbito de captações internacionais

Com o objetivo de gerar um avançado conhecimento, network e monitoramento das sistemáticas de captação e gestão de eventos internacionais, a sétima edição do Global Meetings Management foca seus olhos na Capital paraibana. De 7 a 8 de abril de 2016, uma imersão  em qualidade e organização de eventos internacionais.

O evento, que contará com palestrantes de destaque mundial no mercado de eventos, o GMM já foi realizado nas cidades de Foz do Iguaçu (PR) em 2010, Porto de Galinhas (PE) em 2011, São Paulo (SP) em 2012, Blumenau (SC) em 2013, Belo Horizonte (MG) em 2014 e em Curitiba (PR) em 2015. “O que falta no mundo do turismo de negócios é planejamento e entendimento sobre quem é o turista e o que ele deseja. Falamos muito nisso, o que falta é mostrar para o mundo que temos planejamento”, destacou o organizador do evento Julio Urban que conversou com o Paraíba Total durante a abertura.

O evento, segundo ele, é uma espécie de coaching entre empreendedores e docentes de Turismo e é realizado em parceria  com o Convention & Visitors Bureau de João Pessoa e o Sebrae Paraíba. “Este sim é um produto de exportação, nós estamos exportando nossos destinos, mostrando o que estamos fazendo”, avaliou com entusiasmo a importância do setor.

Abaixo, trechos da conversa.

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O que é o GMM?

O curso Global Meetings Management é um evento não somente para João Pessoa mas para o mercado brasileiro inteiro do segmento turístico. Rodamos o Brasil para provocar aquela determinada região, mas atraímos pessoas de todos os lugares. A dinâmica desse curso é uma imersão nas boas práticas na gestão de eventos internacionais. Temos que pensar primeiramente nos eventos nacionais para depois pensar nos internacionais. Para trabalhar em um evento internacional você precisa ter pensado e desenvolvido um nacional. A sistemática de candidatura é a mesma: buscamos desmistificar esse conceito do evento internacional como um bicho papão, aquele bicho assustador e gigante, pois normalmente ele é do tamanho dos nacionais ou até menor.

Como funciona esta imersão e no que ele evoluiu?O que os participantes ganham com ela?

Acho que muito mais é a troca de experiências, o networking entre eles mesmo e descobrir que eles têm uma percepção que pode estar dormindo e que pode ser desenvolvida. Na história desses sete anos, acho que o evento evoluiu muito, ele é o mais importante evento na área de gestão de eventos do Brasil, sendo  reconhecido pela Embratur e pelo Ministério do Turismo. Entenderam que construímos uma coisa muito diferente e que traz a provocação do conhecimento. Nóós precisamos ir mais para o mercado internacional. Qualquer um da imprensa, do segmento de negócios, do segmento de exportação, precisa vivenciar mais esse mercado para trazer pro Brasil esse participante. Você trazendo divisa para o Brasil é uma exportação invertida – e eu estou provocando nas pessoas este pensamento. Este sim é um produto de exportação, nós estamos exportando nossos destinos, mostrando o que estamos fazendo. A história deste evento realmente evoluiu muito, trouxemos os melhores especialistas do mundo, os melhores cinco palestrantes do mundo, e temos novamente os melhores cinco do Brasil. Construímos experiências ao longo do tempo que mostraram grandes resultados. Em João Pessoa será o último presencial. Aproximadamente 800 profissionais da área de eventos já realizaram esse curso, profissionais de estados que usam e fazem eventos internacionais vivenciaram esta experiência. O que nós queremos fazer é mostrar a experiência e disseminar o conhecimento, deixar não somente uma semente, mas plantar a árvore.

Vocês estão preparando os profissionais. Mas os destinos estão preparados para receber estes eventos de padrão internacional?

Sim, e isso já acontece. Recife, Fortaleza, Salvador, Natal, por exemplo, no Nordeste já se dedicaram ao mercado internacional. Acontecem, mas não são perfeitos. Lógico que temos desafios de infra-estrutura, que tem que melhorar muito e de mão de obra também, mas isso é inerente aos eventos. Você tem que trabalhar com o que tem na mão. Temos que basear esses eventos levando em conta estas dificuldades que encontramos. João Pessoa já conta com bons equipamentos, como o seu Centro de Convenções.

Pouca gente pensa o turismo – e também o turismo de negócios  – como fator de desenvolvimento econômico. Por que?

Esse é um dos maiores gargalos, o cultural. É o entendimento dos entes públicos, políticos que movem suas decisões para a infra-estrutura por exemplo, pensar isto como o maior negócio do Nordeste. Imagine hoje ilhas como Aruba, Curaçao, Jamaica, Haiti, sem turismo de negócios?! Eles não viveriam. Então, se vocês nordestinos pensarem cada vez mais isto, aumentar a frequência de demandas, essa é a sazonalidade invertida, seria ótimo. No Sul sabemos o que fazer, quando está no inverno ou no verão. Outro gargalo para concluir é o investimento contínuo em informação, que não existe. Se acabou a universidade de turismo, você está pronto para o mercado?! Não. Aí que está um curso que aprofunda o conhecimento. É necessário se aprofundar o conhecimento em qualquer um dos temas que você já conhece. O que falta no mundo do turismo de negócios é planejamento e entendimento sobre quem é o turista e o que ele deseja. Falamos muito nisso, o que falta é mostrar para o mundo que temos planejamento.

Fonte: http://www.paraibatotal.com.br/entrevistas/2016/04/08/27422-o-que-faltam-no-mundo-do-turismo-de-negocios-e-planejamento-e-entendimento-sobre-quem-e-o-turista-e-o-que-ele-deseja

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